sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Ainda nos falta um bairro...



(C) João Pedro // facebook.com/santairiadeazoia

Em Santa Iria existe um lugar (que são dois bairros e) que fica para lá do sol-nascente, escondido entre a serra e a auto-estrada.
É um lugar pouco interessante (à primeira vista) apesar de lá ter um ponto a que se chamou Miradouro e desde onde se avista, para ocidente, o vale do Trancão e para a serra de Loures.


Vista do Miradouro. Clicar na imagem para aumentar.


(C) J. Baptista // panoramio.com

Esse lugar, físicamente mais ligado às Bragadas (Póvoa de Sta Iria) e a Alpriate (Vialonga), pertence ainda à freguesia de Santa Iria de Azóia e constituí o Bairro dos Monjões e o Bairro da Salvação (que poderia chamar-se "Bairro do Salve-se Quem Puder"!).
Morar lá deve ser um castigo. Um monte de casas antigas, ruinas rurais e construções espontâneas de génese ilegal... Um campo da bola, uns barracões, um parque infantil... Umas estradas mal alcatroadas, uns automobilistas perdidos à procura da auto-estrada, umas setas a sugerir "saia daqui enquanto pode!".


Entrada da Quinta Grande e ruínas da casa.
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(C) remax


Aspecto da estrada de acesso ao bairro.
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Em tempos poderá ter havido uma ligação entre os Monjões e Via Rara, mas actualmente há apenas um carreiro e um buraco. A auto-estrada A1 cortou a direito por ali fora há muitos, muitos anos atrás.
Em tempos poderá ter havido uma ligação entre os Monjões e Santa Iria (Bela Vista), mas actualmente há um intrincado nó rodoviário da A1 e do IC2 construído em 1997.
Em tempos aquele lugar poderá ter sido a salvação de alguém...


(C) santairia-merece.blogspot.com


(C) T-zero

Ora, em 30 anos de residência em Sta Iria, apenas tinha ido ao Bairro dos Monjões uma vez e fora de bicicleta. Foi o ano passado, quando andava a explorar caminhos e fui lá ter por um trilho de monte que se encontra saindo pela porta das traseiras do Parque Urbano de Santa Iria e que desagua precisamente no referido Miradouro. Até então nem sabia que aquilo existia.
Depois encontrei-o no mapa e desde então fiquei a pensar na ciclabilidade das ligações aos Monjões. Nessa primeira visita, segui caminho para nordeste e fui ter às Bragadas, regressando a Santa Iria via Póvoa. Há dias optei por seguir a chamada Av. de Santa Iria (EN 115-5) que desemboca no referido nó da A1, contornei o nó-espécie-de-mega-rotunda e apanhei a estrada para os Monjões.


Vista Google Street View do acesso ao bairro a partir do nó rodoviário de Santa Iria.
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A estrada para aqueles lados até está bem pavimentada, mas não terá mais que 6 m de largura e ali me cruzei com veículos longos e largos! No sentido de ida para o bairro a estrada é a subir e a pendente não é nada suave quando se vai debaixo da pressão do trânsito (os automóveis aceleram nestas estradecas de acesso à A1 como se já fossem na auto-estrada!!). Mas o pior cenário nem é o dos ciclistas. O pior cenário é o dos peões! A estrada não tem passeios desde que sai do centro de Santa Iria. Não há qualquer previsão de peões naquele traçado, foram totalmente ignorados e expulsos do território.
Viver ali deve ser um castigo.


Pormenor da estrada de acesso ao bairro e condições para os peões.
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Dentro do bairro, ainda que não haja grande atracção turística, pedala-se suave, não há grandes pendentes e o trânsito é praticamente inexistente.
Posta esta apresentação horrorizada do lugar, a verdade é que ainda desejo que a Bicicletada de Santa Iria vá, um desses primeiros Domingos do mês, pedalar até aos Monjões via nó da A1 (com regresso via Póvoa de Santa Iria).

O que vos parece?


Aspecto da entrada no bairro.
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terça-feira, 10 de janeiro de 2012

10ª Bicicletada de Santa Iria -- fotografias de Pedro Rocha

Este mês pedalámos até Alverca -- uma cidade, do concelho de Vila Franca de Xira, que (ainda) não tem Massa Crítica/Bicicletada, mas onde se vê sempre bicicletas a rolar.

Partimos 17 pessoas desde o Castelo de Pirescoxe e logo a seguir mais dois participantes (duas bicicletas) se juntaram a nós -- contabilizámos 19 participantes. Durante o percurso, outras pessoas a pedalar ainda nos acompanharam durante alguns troços -- não estou a contar com a quantidade de ciclistas a treinar na estrada com que nos cruzámos.

O percurso foi decidido antes da partida, entre as pessoas presentes.
Gostaria de reforçar este ponto. Os percursos são decididos de acordo com as características dos participantes e das suas bicicletas, conforme as sugestões que cada um faz antes da partida. Como no grupo deste mês não havia crianças pequenas nem ninguém muito inexperiente na bicicleta, alguém sugeriu ir até Alverca e o grupo aceitou.
Os percursos não têm que ser necessáriamente circulares, ou seja, com chegada no ponto de partida. Aliás, no regresso de Alverca, o pessoal foi dispersando em direcção aos seus destinos Houve quem regressasse a Pirescoxe, mas também quem ficasse pelo Forte da Casa ou seguisse pela EN10 para Lisboa. De resto, esta dispersão no regresso, ou mesmo a entrada de elementos a meio do passeio, tem acontecido e faz parte da espontaneidade e liberdade da Bicicletada de Santa Iria.

O Pedro Rocha faz sempre umas extensivas coberturas fotográficas do evento. Aqui ficam algumas das fotografias do álbum que ele já publicou no facebook.






























sábado, 7 de janeiro de 2012

Pedale todos os dias...

... e festeje amanhã!

Amanhã é dia da Bicicletada mensal em Santa Iria, mas por cá, há também quem pedale todos os dias... nem que seja só um par de voltas ao largo da igreja matriz, para sacudir a ferrugem da sua fiel bicicleta de uma vida.
Amanhã festeja-se a bicicleta e os seus amigos, mas hoje o blogue saúda quem todos os dias escolhe a bicicleta para ir ali e voltar. :-)




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